Fundos Imobiliários de Papel
Fundos Imobiliários

Melhores Fundos Imobiliários de Papel

Os Fundos Imobiliários de Recebíveis – Comumente apelidados de Fundos Imobiliários de Papel ou FIIs de Papel propiciam ao investidor comum a possibilidade de aplicar seu dinheiro de forma pulverizada e/ou diversificada em vários CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), contando com a gestão de administradores especialistas neste tipo de negociação. Porém, não basta apenas selecionar vários Fundos Imobiliários de Papel e achar que as coisas vão caminhar bem e você receberá o seu dinheiro todo mês! É importante entender a dinâmica deste tipo de Fundo Imobiliário, bem como se atentar ao VP (Valor Patrimonial por Cota). Neste artigo destrincharemos rapidamente e numa linguagem bem simplificada o que são os Recebíveis Imobiliários, bem como apresentaremos uma tabela com os melhores Fundos Imobiliários de Papel em nosso atual mercado. Não fique na dúvida, nós lhe Informaremos!

Não tenho tempo a perder. E muito menos você, caro leitor! Desta forma, vamos iniciar agora explicando a mecânica deste instrumento gerador de renda chamado de Fundo Imobiliário de Papel.

Normalmente os Fundos Imobiliários de Papel tem como objetivo investir nos chamados Certificados de Recebíveis Imobiliários (“CRIs”), visando superar o Certificado de Depósito Interbancário – CDI bruto.

O que são CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários)

CRI são títulos lastreados em créditos imobiliários com promessa de pagamentos periódicos conforme fluxo de amortização pré-estabelecido que pode vir de qualquer operação imobiliária de compra e venda a prazo, financiamento ou locação, envolvendo imóveis residenciais, comerciais ou industriais. Em outras palavras: O Fundo Imobiliário de Papel empresta um valor de capital, e em troca recebe amortizações parciais + o prêmio pago pelo emissor do CRI. Caso haja problemas no recebimento, as garantias são os próprios imóveis envolvidos na negociação.

Fundos Imobiliários de Papel Como funcionam

No processo de securitização, a securitizadora adquire os direitos de crédito imobiliário de uma empresa credora, que possui um fluxo financeiro à ser recebido, e emite o CRI tendo tais direitos como lastro. Com os recursos provenientes dos Investidores na colocação do CRI no mercado, a Securitizadora paga a empresa credora e, durante o prazo de duração do CRI, o fluxo financeiro é pago diretamente pelo gerador do crédito (o Devedor que contraiu um financiamento, comprou a prazo ou alugou um imóvel, por exemplo) à Securitizadora, que utiliza os recursos recebidos para remunerar os Investidores pelo CRI.

Quais são os Melhores Fundos Imobiliários de Papel?

Não perderemos e vamos direto às explicações e a consolidação das tabelas com os Fundos Imobiliários de Papel mais bem cotados neste ranking!

Leia também:

Antes da lista, as rápidas explicações sobre:

  • Código: É o código do fundo na bolsa de valores. Exemplo: VRTA11.
  • Rentabilidade: Estimativa de rentabilidade do portfólio do fundo para os próximos 12 meses.
  • Despesas Administrativas: É a estimativa das despesas do Fundo Imobiliário de Papel para os próximos 12 meses (divide-se o valor das despesas no valor patrimonial).
  • Cotação atual (R$): Valor atual da cota na bolsa de valores. Considerar a data de 17/05/2018 (fechamento).
  • VP (R$): Valor patrimonial por cota.
  • Ágio ou Deságio: Aqui está o pulo do gato. É importante saber se você está comprando uma cota com ágio (pagando acima do preço do valor patrimonial) ou com deságio (comprando com desconto em relação ao VP). Em outras palavras, saber se está comprando caro ou barato. Logicamente isto serve como diretriz e não deve ser cegamente interpretado como sinal de compra.
  • % Alocado: Percentual de capital alocado em relação ao patrimônio total do fundo.
  • D.Y. Projetado: Este é o “Dividend Yield” projetado para os próximos 12 meses.  Basicamente divide-se o rendimento pelo preço da cota para obter este valor.

E aqui temos a tabela com os Fundos Imobiliários de Papel deste estudo:

Os Fundos Imobiliários de Papel
Fonte da tabela: Site Fundo de Recebíveis (https://www.fundosderecebiveis.info/ranking) + Relatórios Gerenciais dos FIIs.

Entendendo melhor um dos Fundos Imobiliários de Papel: VRTA!

Não pretendemos alongar o texto com o detalhes de cada um dos Fundos Imobiliários de Papel citados, porém vamos dar aqui uma rápida explicação sobre como obter mais detalhes do campeão da tabela, o Fator Verità (VRTA11).

Fundo Imobiliário de Papel - VRTA11 - Fator Verita

O fundo é administrado pelo Banco Fator, foi constituído em condomínio fechado e com prazo de duração indeterminado (antes era determinado em 12 anos, isso mudou).

Tem como objetivo a aquisição de ativos financeiros de base imobiliária, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letras Hipotecárias (LH), quotas de FII, quotas de FIDC, quotas de FI Renda Fixa e Debêntures.

Como obter os últimos relatórios e informações? Recomendamos o site Fiis.com.br.

Clique aqui para visualizar a página deste FII no site indicado.

Você também pode ter acesso direto ao último relatório gerencial publicado pelo FII clicando aqui!

É muito importante acompanhar trimestralmente, semestralmente ou pelo menos anualmente a situação do fundo, lendo os relatórios, e entendendo quais são os CRIs e demais alocações foram realizadas pelo fundo. Alguns relatórios, como neste caso do VRTA, são bastante didáticas e de fácil compreensão para os pequenos investidores, mesmo para iniciantes.

Busque todos os detalhes antes de investir o seu rico dinheirinho!

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14 comments

  1. Deixa eu ver se entendi, O intuito de fundos de papel é de gerar renda que deve ser investida a fim de criar patrimônio? é como se fosse um zagueiro dos investimentos?

    1. Mario,

      Eu particularmente consideraria os Fundos Imobiliários de Papel mais como atacantes do que zagueiros rs. Explico: Se você já está aposentado ou prestes a aposentar e pensa em viver dos rendimentos dos FIIs, o ideal neste caso é usufruir da renda de FIIs de Tijolo, pois teoricamente eles cobrirão a inflação, com os reajustes anuais de contrato. Veja um PQDP, SHPH, ABCP entre outros FIIs Top de Tijolos, onde a renda anual vem crescendo, desta forma você estaria se protegendo contra a inflação.

      Os FIIs de Papel por sua vez pagam os juros, mas o seu patrimônio permanece estagnado, caso você não reinvista estes rendimentos.

      Eu uso os FIIs de Papel como um “turbo” nos aportes, pois eles pagam mais e permitem que eu reinvista este valor, aumentando meu patrimônio. São meus atacantes, pois eu preciso ser mais agressivo e ter aportes maiores para aumentar o patrimônio. Os FIIs de Tijolo são meus zagueiros, me protegendo da inflação, como imóveis físicos mesmo fazem.

      Abraço e obrigado pela participação!

      I

  2. Acredito que os fundos de papel são uma boa alternativa, quando são comprados por um preço com boa margem de segurança e tem bons ativos dentro da carteira.

    Os Fundos de papel são boa maneira de ter bons proventos todos os meses, se reinvestir será uma boa maneira acumular patrimônio.

    Abraço e bons investimentos.

    1. Sua explicação está mais do que correta Dil!

      Só é importante ressaltar que os proventos (ou parte deles, pelo menos) devem ser religiosamente reinvestidos, pois ao contrário dos fundos de tijolos estes não repõe a inflação.

      Abraço

    1. Simplicidade,

      Obrigado! Estes dados estão disponíveis em vários sites e fóruns, e esta tabela usada por outros sites compilou bem o que encontramos nos relatórios gerenciais de cada FII.

      Vale a pena o estudo.

    1. Sr. IF penso da mesma forma … Devo aportar mais aqui, mas 2 FIIs de Shopping e as ações me chamam a atenção também … Falta dinheiro para tantas oportunidades!

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